obrigado, locadoras!

O mundo evoluiu, a tecnologia está tomando conta da sociedade e o Netflix existe. Obviamente faço uso dessas maravilhas e sou muito feliz com tudo isso. Acho também que se não fosse tão grande a acessibilidade que todos esses recursos dão à população, o mundo cinematográfico não estaria tão desenvolvido. Mas o assunto a ser abordado não é exatamente esse.



Há uns dias atrás eu estava pensando em como comecei a gostar tanto de filmes. Assim, comecei a lembrar das locadoras que eu ía quando era criança, e me transportei para momentos mágicos. Questionei-me o motivo do declínio dessas lojas e a resposta está no primeiro parágrafo. É lógico que, se passam a existir meios impossíveis de concorrer pela facilidade e custo, não vale mais manter uma empresa.

As locadoras faziam diversas promoções, davam brindes e tornavam simples escolhas de DVD’s (ou fitas VHS) em momentos de diversão incríveis. É lindo pensar que, mesmo sem tanta tecnologia ao dispor - e até se a tivesse, o custo seria muito alto - a arte conseguiu vencer. Certamente, se hoje existe um grande grupo de jovens cinéfilos, as locadoras têm grande influência nisso.


Mesmo com toda a evolução existente, o meu pedido não é para que voltem a existir as casas de locação. Ciclos existem, e toda a contribuição para a dissipação do cinema foi dada. Agora o que nos resta é esperar para que essa disseminação seja continuada de forma mais veloz, tecnológica e que nunca leve a sétima arte à banalidade.

Obrigado, locadoras de filmes, por colocar ao meu dispor e mostrar o quão lindo é o cinema. Arte que, como disse o diretor Wim Winders, não serve para entreter, mas sim para fazer sonhar.