a resposta

Essa Viola Davis é sensacional. Quem assistiu a How to Get Away With Murder, sabe do que estou falando. Se não assistiu (veja logo porque está perdendo!!!), basta clicar no video abaixo e entender aonde quero chegar.


Embora esse prêmio não tenha sido ganho por Histórias Cruzadas (título original: The Help), o seu contexto está mais do que implícito no filme. O longa se passa em Missisipi, EUA, anos 60. Época marcada pelo apartheid não decretado pelo país e pelo início do debate em relação à discriminação racial. Banheiros separados, talheres diferentes, negras como empregadas e sem a mínima dignidade.


Que alfinetada. Esse filme -adaptação do livro A Resposta de Kathryn Stockett- é uma crítica pesada ao passado americano. Lançado em 2012 e indicado a alguns Oscar's, não foi ganhador de nenhum. É o tipo de longa "a cara do Oscar". Cheio de intolerâncias (machismo, racismo e preconceito social), deve ser aplaudido pela clareza ao transmitir o que quer.

A sua sutileza também é impressionante. Em certo momento do filme, -não é spoiler, pode ler- Skeeter (Emma Stone) passa a escrever um livro com as empregadas domésticas discutindo o racismo no lugar em que elas vivem. A partir daí, a jornalista passa a ser explorada e super-cobrada pela editora para a qual escreve, passando a denegrir (no real sentido da palavra) a imagem da personagem, embora ela seja branca. 


Como eu gosto bastante da parte técnica do cinema, não posso deixar de comentar isto. A fotografia desse filme deve ser aplaudida. Momentos sem cortes tornam as cenas ainda mais surpreendentes. A atuação das atrizes Emma Stone e Viola Davis fizerem do drama uma história mais emocionante e instigante.

É um filme impressionante e supera as expectativas.

Histórias Cruzadas - ☆☆☆☆☆

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